Resenha: Os Barcos de Papel


Livro: Os Barcos de Papel
Série: Série Vaga-Lume
Autor: José M. Monteiro
Gênero: Aventura, Infanto-juvenil
Editora: Ática
Páginas: 80

   Sinopse:


Você teria coragem de explorar uma caverna enorme, sem saber o que iria encontrar pela frente? Quito, André, Josué e Miguel - os personagens principais deste romance - não hesitaram em entrar pelas galerias de rocha que descobriram por acaso. Uma caverna grande e muito profunda, onde acabaram se perdendo.

E agora? Que perigos os garotos vão enfrentar nas entranhas da terra? Que mistérios se escondem a cada passo? Isso é somente o começo de uma história sensacional marcadas por muitos sobressaltos e suspense, onde surpresas acontecem a todo momento.
Participe da aventura desses quatro companheiros corajosos e criativos. Você vai descobrir que uma brincadeira inocente pode se revelar uma arma muito útil. .

(Sinopse padrão para Os Barcos de Papel, disponível nas páginas online dedicadas ao livro, no Skoob, e na Saraiva.)

   Na contra capa:

"Quatro garotos descobrem uma caverna misteriosa. Intrigados, eles penetram em lugares cada vez mais estranhos e acabam se perdendo."


   Sobre o autor:

José Maviael da Silva Monteiro, nasceu em Aracaju, no estado brasileiro de Sergipe, em 1931. Embora leia e escreva ficção desde menino, seus primeiros trabalhos publicados foram de divulgação científica. Sempre teve grande interesse em Biologia e assuntos relacionados a História Natural (Tá na sua área, Karyne Oliver!!!). Sua inclinação para a literatura deu-se, provavelmente, pelo fato de ter nascido e crescido em casa de pai poeta, crítico literário e ensaísta, e possuidor de uma vasta biblioteca.

Já a escrita destinada ao público infanto-juvenil, só veio bem mais tarde, em 1980. Faleceu em 1992. :/ O autor possui outros livros dentro do gênero aventura/ação, na série vaga-lume. Deliciosos, por sinal. Terei o maior prazer de estar resenhando eles logo mais.


José M. Monteiro

   O que mais gostei:

A história é simples, posso dizer até que curta. Em menos de 80 páginas ela já nos foi contada. Porém, acredito que a simplicidade foi justamente o ponto forte do autor, afinal, ele estava escrevendo para crianças e jovens, e queria que a história fosse bem compreendida, e que fosse atrativa à elas.

E também tem um forte cunho social. retratando a realidade do país no que diz respeito à pobreza, e aos crimes aqui cometidos. No começo da história, somos apresentados a André e Miguel, filhos de um capitão-do-mar, ou seja, um militar da marinha. Também a Josué, filho de um respeitado advogado. E, por último, à Quito,  o filho mais velho de um pobre marceneiro da região, e de uma lavadeira.

Uma das coisas que me tocou, e chamou atenção na história é justamente o cuidado com os detalhes. Para quem veio de uma família pobre, humilde, e principalmente de regiões menos favorecidas no país, como o nordeste, vai se identificar de cara: Quito fazia os próprios brinquedos, com materiais diversos encontrados por aí, como parafusos, objetos quebrados, madeira, e etc. Ele brincava na rua, na lagoa (açude), e livremente. Não se preocupava tanto com se iria se sujar ou não. Ele via brinquedos nas vitrines das lojas, mas sabia que era algo quer não chegaria a ele, era tipicamente algo que ele só 'veria' mesmo, não chegaria a tocar.

Já no caso dos outros meninos, vemos como a criação ou a maneira como foram educados fica evidenciada no momento em que Quito ri da situação de um deles, e depois quando ele apanha o brinquedo do outro, achando nesse momento que Quito iria roubá-lo. Mas aí a inocência e a prontidão infantil em fazer/pensar o bem entra em cena. Os quatro logo se tornam bons amigos, e saem para se brincar juntos. Os meninos de classe média acham engraçado o modo simples de Quito, e principalmente a admiração dele diante do brinquedo, afinal, não era sempre que ele tinha a oportunidade de pegar em um brinquedo desses, que custava caro.

No decorrer da história, vemos "a curiosidade que matou o gato" entrando em ação, e as crianças partem numa aventura para explorar a misteriosa e, até então, desconhecida caverna. Quando se perdem, cabe a Quito ensinar aos outros métodos básicos de sobrevivência. 

O desfecho da história é dos melhores. Não faltando o clima de ação e aventura, e até um pouco de suspense. Fica evidente a paixão do autor pelo "natural", na história, ao retratar insetos, animais e meio ambiente. É um bom livro para iniciar crianças e pré-adolescentes na leitura, no pensamento crítico, e contextualizar sobre a sociedade. #ValeAPenaLer. #ParaGostarDeLer

   Citação Preferida:

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